É NATAL!

O Natal chega todos os anos, mesmo quando não estamos bem.

Chega com luzes nas ruas e sombras dentro de casa.

Com mesas que transbordam e corações que aprendem a fingir que não doem.


Há quem viva o Natal em festa e há quem o viva em silêncio.

Quem tenha tudo e quem só tenha memórias.

Quem abrace e quem sinta falta de alguém que já não se senta à mesa.


O Natal não pergunta se estamos prontos.

Não espera que a dor passe.

Aparece na mesma, a lembrar-nos do que perdemos, mas também do que ainda somos.

Das ausências que pesam, das palavras que ficaram por dizer, dos lugares vazios que o coração insiste em visitar.


E talvez seja isso o Natal.

Não a perfeição das fotografias, nem a obrigação da felicidade.

Mas a coragem de sentir.

De chorar se for preciso.

De agradecer o pouco.

De segurar a mão de quem ficou como quem segura o mundo inteiro.


Que este Natal não seja pesado para quem carrega demais.

Que seja abrigo para quem anda cansado.

Que seja um silêncio bom para quem precisa de respirar e um colo possível para quem já não sabe onde pousar a dor.


Mas mesmo nos Natais mais difíceis, há sempre alguma coisa boa.

Às vezes é pequena, quase invisível, mas está lá.


É uma presença que não falha.

Um sorriso que aparece sem aviso.

Um abraço que chega no momento certo e diz, sem palavras, "estou aqui".


É uma conversa simples, um olhar que entende, um gesto que aquece mais do que qualquer lareira.

É perceber que, apesar de tudo, não estamos tão sós como pensamos.


Talvez o Natal seja isso: não o que falta, mas o que permanece.

Não o que se perdeu, mas o que insiste em ficar.

As pessoas que escolhem estar, o amor que não faz barulho, a presença que vale mais do que qualquer presente.


Que este Natal nos ensine a ver o bom.

Mesmo no meio do cansaço.

Mesmo no meio da saudade.

Que nos lembre que há sempre luz, nem que seja pequena, e que às vezes basta um gesto para iluminar tudo.


Que saibamos estar.

Estar de verdade.

Com quem amamos.

Com quem precisa.

E, sobretudo, conosco.


Porque enquanto houver presença, houver mãos dadas, houver amor sincero, há sempre algo em que acreditar.


E isso…já é Natal.

Crie o seu site grátis! Este site foi criado com a Webnode. Crie o seu gratuitamente agora! Comece agora