A beleza de quem não precisa caber!

Era uma vez um pequeno patinho que nunca soube muito bem o seu lugar no mundo.

Não era feio, nem bonito — apenas diferente.

Enquanto os outros seguiam o mesmo caminho, ele fazia perguntas.

Enquanto os outros se contentavam com o lago, ele sonhava com o horizonte.

Não porque fosse menos, mas porque via o mundo com outros olhos — olhos que procuravam sentido onde os outros viam rotina, verdade onde os outros viam conveniência.

Desde cedo percebeu que pensar diferente é, por vezes, uma forma de solidão.

Enquanto os outros se moviam em conjunto, ele hesitava, refletia, perguntava "porquê?".

Mas apenas queria ser fiel ao que sentia — mesmo quando isso significava ficar sozinho.

Houve dias em que o silêncio pesou, e o reflexo da água pareceu uma pergunta sem resposta.

Houve noites em que desejou ser igual aos outros, só para caber no mundo que o rodeava.

Mas o tempo passou, e com ele veio a calma de quem já se cansou de pedir desculpa por ser quem é.

E como o tempo é o melhor dos mestres, ensinou-lhe que há feridas que não são castigos — são caminhos.

Aprendeu que não é preciso encontrar um espelho que o reflita, mas uma alma que o compreenda.

O patinho aprendeu a nadar sozinho, a seguir a corrente quando queria — e a enfrentá-la quando precisava.

Descobriu que a solidão pode ser o abrigo de quem pensa diferente, e que a liberdade, às vezes, tem o som do vento quando ninguém está a ouvir.

Quando deixou de procurar nos outros a aprovação que faltava, encontrou dentro de si uma força tranquila, uma certeza serena: a diferença é uma forma de coragem.

O patinho cresceu, e com o tempo deixou de ser "o diferente" para se tornar "o inteiro".

Já não precisava de ser um cisne para se sentir bonito, nem de um grupo para se sentir certo.

Percebeu que a verdadeira liberdade não é voar longe — é poder permanecer fiel a si mesmo, mesmo quando o vento sopra contra.

Não encontrou nenhum bando de cisnes.

Encontrou-se a si mesmo.

E isso bastou.

Hoje, se o vires a nadar por aí, não o confundas com orgulho — é paz.

Porque ele já não tenta ser entendido; apenas vive em verdade.

E talvez, afinal, a maior beleza não esteja em ser igual aos outros, mas em ter coragem de ser inteiro, mesmo que o mundo só veja "diferença".

E, se por acaso, o vires passar, não estranhes o seu silêncio.

Não vive para provar nada, mas para viver em verdade.

Porque um dia compreendeu o essencial:

ser diferente não é um defeito — é a mais pura forma de autenticidade!



ISTO NÃO É SOBRE PATINHOS. 

Crie o seu site grátis! Este site foi criado com a Webnode. Crie o seu gratuitamente agora! Comece agora